Não é fácil e ainda não existe a “pílula da transformação digital”. Mas o movimento é irreversível e já há algumas boas formas para lidar com o embaralhado caminho da gestão de marcas em um mundo em que a inovação é uma necessidade constante.
Tecnologias transformam todos os setores e, nesse contexto, o marketing busca uma nova vocação. Estratégias orientadas por inteligência de dados, presença mobile, conteúdo relevante e distribuição assertiva são essenciais. Por isso, a disponibilidade para adaptar-se é a melhor forma de se manter relevante. Ela é o primeiro passo da transformação.

4Ps DO MARKETING E OS 6 PILARES DO DIGITAL

Produto, Preço, Praça e Promoção – os 4Ps do marketing – foram por décadas os
pilares fundamentais para o planejamento estratégico das marcas e fizeram sentido enquanto a jornada de consumo era previsível. No entanto, deixaram de ser suficientes com a conectividade e a possibilidade de rastrear comportamento e hábitos das pessoas. Neste capítulo, mostramos 6 pilares que, sobrepostos aos 4Ps, ditam os rumos da gestão de marca nos dias de hoje.

1: Dados
O marketing digital avança proporcionalmente à maior capacidade das ferramentas de tecnologia de analisar, integrar e gerar insights sobre o consumidor, a partir dos dados disponíveis e outros que ainda serão coletados. Afinal, analisar dados é compor o mais fiel retrato do comportamento humano. Empresas que contam com uma boa ferramenta de Analytics têm conseguido prever o próximo passo dos seus clientes, entregando não só o que eles buscam, mas o que ainda vão precisar. A publicidade torna-se mais inteligente e a marca conecta-se à jornada do seu consumidor no contexto correto e com relevância.

2: Mobile
Ao mesmo tempo em que o conceito de mobilidade expande-se com a conectividade de tudo, o mobile torna-se ainda mais uma extensão do nosso próprio corpo. A internet móvel é o primeiro ponto de acesso à web para muitos usuários e traz oportunidades para quem faz uso dessa janela. As possibilidades são muitas, desde aplicativos, sites mobile e meios de pagamentos por meio do celular, que vêm revolucionando a área. A boa estratégia mobile, sustentada por robustas e confiáveis plataformas de tecnologia, se torna fluida e natural.

3: Conteúdo
É no ambiente digital que o conteúdo encontra seu maior poder de disseminação. Quando bem executado, o marketing baseado em conteúdo pode ser extremamente eficiente para estreitar o relacionamento entre marcas e pessoas. Mas para que essa estratégia seja assertiva, é preciso ter unidade, identidade, gestão e velocidade. Tudo ao mesmo tempo. Impossível? Não. Desde que se tenha os parceiros e as plataformas corretas. A gestão do conteúdo precisa de agilidade para acompanhar os assuntos que estão em alta (e pegar carona neles, quando for o caso) e também para corrigir rotas com agilidade em tempo real.

4: Indexação
É como uma marca aparece quando ela própria e sua área de atuação ou temas relacionados são pesquisados na internet. Se posicionar bem no resultado das buscas é essencial para o desempenho de uma marca no ambiente digital. Para isso, existem links patrocinados e pesquisa orgânica. O SEO (Search Engine Optimization) é o componentechave da pesquisa orgânica.

5: Design
O papel do design atualmente extrapola e muito a direção de arte e o trabalho criativo do profissional designer. Design pode ser aplicado para propor soluções para desafios do mundo e melhorar a experiência do usuário. É sobre como o consumidor vai acessar um aplicativo e ter uma boa navegação dentro dele. É sobre surpreender - e não espantar - as pessoas que acessam um site pelo smartphone ou tablet. No contexto do marketing digital, o gestor de marca é como um pintor com uma tela a sua frente.

6: Redes Sociais
As plataformas sociais têm importância indiscutível no marketing digital, não só pela capacidade de distribuir conteúdo a uma audiência que nelas estão, mas também por permitirem formatos diversos de interação entre marcas e consumidores. É nesse ambiente que ocorre a maior parte da interação entre empresas e consumidores e que se propagam recomendações, positivas ou não, tão levadas em conta na hora da compra. A liquidez do conteúdo, ou seja, a capacidade que ele tem de se “esparramar” por outras mídias além daquela para a qual foi originalmente criado, encontra nas redes sociais terreno fértil para gerar conversas e, por que não, conversão.

ORGANIZANDO OS 6 Ps DO DIGITAL PARA OFERECER EXPERIÊNCIAS INCRÍVEIS

1. ESTRATÉGIA ORIENTADA POR DADOS
É o primeiro e mais importante elemento da boa experiência digital. É
preciso criar uma espécie de “cérebro” capaz de absorver, integrar,
organizar, sugerir e implementar ações a partir da mais robusta e
profunda análise de dados disponíveis sobre os consumidores e o
mercado. Isso é possível com a adoção de plataformas de tecnologia
capazes de gerar insights que tornam as decisões assertivas. Com
isso, ações de marketing e vendas passam a ser mais preditivas, entregando não só o que o consumidor precisa, mas o que deseja. Além disso, a compra de mídia torna-se menos manual e mais automatizada, fazendo a mensagem chegar ao público certo, no melhor contexto.

2. PRESENÇA MULTIPLARAFORMA
Aqui, a fórmula é simples: pessoas conectadas a diversas plataformas exigem uma estratégia de marketing multiplataforma. Nesse sentido, campanhas cross-channel despontam como a melhor forma de acompanhar a jornada dos consumidores, mas há desafios. A comunicação deve ser pensada de forma integrada - tanto para canais ditos tradicionais quanto para os digitais. A marca, independentemente do meio em que estiver, precisa ser claramente reconhecida pelos consumidores, que esperam que as experiências sejam constantes em todos os dispositivos.

3. MOBILE FIRST
Vamos combinar: não adianta investir no melhor site desktop do mundo se não foi planejada uma experiência tão boa para o mobile. Por incrível que pareça, ainda é comum encontrar a mesma versão de site desktop nos dispositivos móveis. Portanto, para não espantar e afastar “aquele” consumidor, é importante ser uma marca com presença mobile e ter uma estratégia clara para os dispositivos - seja ela materializada no mobile site, seja no app ou nos wearables. Outro ponto essencial é garantir que as campanhas sejam compatíveis com todos os dispositivos, tamanhos e resoluções de tela. Tudo isso sem tomar muito tempo e nem muita banda de internet móvel dos usuários.

4. CONTEÚDO RELEVANTE
Um fato: o marketing de interrupção está com os dias contados. O conteúdo de marca cresce exatamente para abordar consumidores com fluidez, oferecendo a eles uma experiência descomplicada e pertinente com a marca. Os dados, mais uma vez, podem ajudar muito nesta etapa. Relatórios em tempo real são excelentes fontes para entender como os clientes interagem com o conteúdo de marca. Se a estratégia for investir em conteúdo, é importante que ele seja interessante para o consumidor.

5. DISTRIBUIÇÃO ASSERTIVA
Conteúdo bem produzido, certo? E agora? Fazer com que ele chegue a quem de fato interessa requer uma estratégia de distribuição assertiva e transparente orientada pela sua estratégia de dados. Nesse contexto, a mídia programática desponta como melhor forma de garantir que a mensagem da marca chegará a quem precisa ser impactado. A automação do processo de compra de mídia permite ainda acompanhar o desempenho de campanha em tempo real, ajustar a rota, se for o caso, ou intensificar o investimento nas ações que visivelmente vêm trazendo mais resultado.